segunda-feira, 30 de abril de 2012

Escrita Espelhada. Que bicho é esse?

É comum nos primeiros registros escritos observarmos as crianças escrevendo letras, números e palavras de trás para frente. Por que isto acontece? Em primeiro lugar, trata-se de um fato normal no processo de aprendizagem da linguagem escrita porque nas primeiras tentativas a criança ainda não sabe todas as regularidades. Por exemplo: em nossa cultura se lê e se escreve da esquerda para a direita, ao contrário de outras culturas como a árabe e a hebraica que escrevem da direita para a esquerda, ou ainda os chineses, que escrevem de cima para baixo.
Também é necessário compreender que a criança em fase de alfabetização está adquirindo a noção de direita e esquerda. No entanto, pode ser auxiliada no desenvolvimento desta competência através de jogos e brincadeiras que envolvam principalmente o corpo. Este conhecimento, dentre outros, é muito importante para a alfabetização.
De qualquer forma, nesses primeiros passos no caminho da alfabetização, é frequente os pais ficarem angustiados ao observarem estas escritas espelhadas acompanhadas também de falta de letras ou mistura de letras e números. O ideal é deixar seus filhos fazerem suas tentativas, pois as crianças, conforme pesquisas realizadas por Emília Ferreiro e Ana Teberosky (pesquisadoras reconhecidas internacionalmente por seus trabalhos sobre alfabetização), começam a construir a língua escrita muito antes de entrarem no ensino formal.
De acordo com Zorzi (2000):
“Por muito tempo e, de modo bastante insistente, temos sido levados a ver, nos erros e enganos que as crianças fazem ao escrever, indícios de distúrbios e patologias. Os espelhamentos de letras são um exemplo típico desta maneira, até mesmo parcial e distorcida, de compreendermos o que é a aprendizagem.”
As crianças podem, a princípio, além da escrita espelhada, escrever “formiga” com poucas letras e “boi” com muitas. Isso acontece porque, no pensamento das crianças, a formiga é pequena, logo precisa de poucas letras, exemplo: CFAO. Já o boi é grande, então precisa de muitas letras: JAJNSHSJAKOV. Em outros casos, elas utilizam as letras do próprio nome em ordem diferente para muitas palavras. Mais adiante passam por outra fase e então escrevem uma letra para cada vez que pronunciam um som.
E assim a criança segue gradualmente em sua investigação, até atingir a escrita convencional.
Não existe criança que não sabe nada sobre a escrita. O que acontece é que a criança pensa sobre a escrita formulando hipóteses sobre ela, para compreender o que a mesma significa. Isto não quer dizer que ela não precisa de um mediador para aprender a ler e escrever. A ação de um mediador é imprescindível para fazer com que a hipótese da criança entre em conflito e assim proporcione o seu avanço.
Feuerstein (1980 apud Beyer, 1996, p. 75) diz:
Por meio do conceito da experiência da aprendizagem mediada (EAM) nós nos referimos à forma como os estímulos emitidos pelo meio são transformados por um agente ‘mediador’, usualmente um pai, um irmão ou outra pessoa do círculo da criança. Este agente mediador, motivado por suas intenções, cultura e envolvimento emocional, seleciona e organiza o mundo dos estímulos para a criança. O mediador seleciona os estímulos que são mais apropriados e então os filtra e organiza; ele determina o surgimento ou desaparecimento de certos estímulos e ignora outros. Através desse processo de mediação, a estrutura cognitiva da criança é afetada.
Mas, muitas vezes, quando se ouve dizer que uma criança de 5 anos está lendo e escrevendo, logo vem aquela preocupação: será que meu filho de 6 anos tem problemas? Neste caso é melhor agir com bom senso, respeitando o ritmo de cada um. A escola deve ser parceira dos pais, dizendo-lhes quando percebe algo que mereça mais atenção.
Zorzi (2000) também comenta:
Estamos, como adultos, fortemente contaminados com noções rígidas de “certo” e “errado”: se a criança está agindo ou pensando da mesma forma que nós, então ela sabe, ela está certa, está aprendendo. Caso contrário, se ela assimila, ou entende uma situação de uma maneira distinta da nossa, que não está de acordo com nossas concepções e crenças, então ela está errada. Não está aprendendo. E, se não está aprendendo, então deve ter dificuldades, problemas, e assim por diante.
Há uma preocupação exagerada para que se leia cada vez mais cedo. O mais sensato é baixar a ansiedade, acompanhar o desenvolvimento da criança, confiar na escola do seu filho e proporcionar um ambiente rico em leitura e escrita, regado com muita paciência e persistência.
No mais é curtir e guardar estas primeiras tentativas de escrita com o mesmo valor dado às primeiras palavras e os primeiros passos.

Treinando a recita numérica, quantidades e reconhecimento dos números

Esta atividade é bem simples e gostosa de fazer.Com a cartolina fizemos circulos e numeramos eles de 0 à 10.As crianças deverão utilizar prendedores para representar a quantidade indicada no circulo.Assim ela irá treinar a recita numerica, tera que identificar o numero no circulo e colocar a quantidade certa de prendedores no mesmo. Vejam:


Este blog tem ótimas idéias para trabalhar com números : johannaterapeutaocupacional.blogspot.com.br

domingo, 29 de abril de 2012

A Importância da Lição de Casa

O dever de casa é realmente uma ferramenta que auxilia no processo de aprendizagem? Sim, o dever de casa é uma ferramenta importante no processo de aprendizagem. A criança aprende em todas as situações da vida: ao sair para um passeio, ao observar uma paisagem, ao brincar na areia da praia e até mesmo fazendo compras com os pais. Assim como ela gosta de aprender na vida cotidiana, sentindo que está crescendo e amadurecendo a cada nova conquista, pode sentir o mesmo prazer com a aprendizagem formal da escola que, quando aliada à vida cotidiana, ajuda a criança a aprender de maneira mais fácil e eficiente. É nesse sentido que o dever de casa assume um papel importante; ajudar a criança a fixar os conteúdos que aprendeu na sala de aula é um de seus objetivos, mas não o único. Com a atividade cotidiana de leitura e pesquisa fora da escola, cria-se uma oportunidade de desenvolver cada vez mais uma atitude reflexiva sobre aquilo que se aprendeu.  Além disso, o dever de casa estimula o hábito da responsabilidade entre os pequenos, pois a criança terá metas a cumprir, tarefas que depois serão entregues para a professora como resultado de seu trabalho.  Os primeiros deveres escolares têm uma importância muito especial para as crianças. Elas sentem que estão crescendo, que já são capazes de ter responsabilidades e ficam felizes em mostrar aos pais que estão avançando em seu processo de amadurecimento. Texto retirado do site http://www.klickeducacao.com.br/conteudo/pagina/0,6313,POR-285-,00.html

domingo, 22 de abril de 2012

NOMES DOS MASCOTINHOS:

Agora nosso dois mascotinhos já possuem nomes: A Mel e o Theo....Nesta última semana a nossa coleguinha Rafaella Arrais emprstou uma roupinha para a Mel...ficou linda:

TEATRO DE SOMBRAS

O Teatro de sombras foi interessante, pois como estávamos trabalhando com a leitura do livro "Pedro e o Lobo" fizemos para fixar melhor os nomes das personagens da história.E ao final da história cada aluno foi la na frente apresentar para os amigos algum animal ou qualquer coisa que desejasse la na frente:


sexta-feira, 6 de abril de 2012

NOSSOS DOIS MASCOTINHOS....NA PRÓXIMA SEMANA DAREMOS NOMES À ELES....:)

( Aqui vai um agradecimento mais que especial a minha tia Nilda que fez eles dois com muito carinho pra mim....)


3 DE ABRIL- O DIA MAIS ESPERADO PELOS MEUS PEQUENOS E POR MIM....RSRSRS
                  DIA DAS COMPRAS NO SUPERMERCADO JM